Trilho dos Pescadores / Fishermen’s Trail - Portugal

maar3amt

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Depois de ter vivenciado a inesquecível experiencia de ter percorrido o trilho os pescadores, deixo de seguida algumas dicas se sugestões.

Como estava só com cinco dias, defini como objectivo fazer duas etapas por dia, esta meta permitiu-me fazer 10 etapas dos trilhos dos pescadores.
Optei por fazer de norte para sul porque logisticamente foi mais conveniente para mim, como vim do norte foi mais fácil deixar o carro em Sines, realizar o percurso até Sagres e voltar a Sines de autocarro.


O que é o Trilho dos Pescadores?

O trilho dos pescadores é um percurso pedestres costeiro com cerca de 220 km de extensão que lhe permite conhecer grande parte da costa alentejana e a totalidade da costa vicentina. Dividido em 13 etapas é por muitos considerado um dos melhores trilhos costeiros do mundo. Com o intuito de conhecer as maravilhosas paisagens existentes, são milhares os turistas que se deslocam de várias regiões do planeta para vivenciar esta experiência.
O percurso que se compreende entre Sines e Lagos, encontra-se devidamente marcado contudo, recomendo o uso de GPS em SOS.

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A descrição das marcações:

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Transporte

Aqui não há problema, independentemente do sentido em qua faças o percurso, todas as vilas de cada etapa são cobertas pela Rede Expresso excepto: Odeceixe e Arrifana, portanto nas restantes vilas do percurso facilmente consegues bilhete no site da Rede Expresso de regresso a Sines.

Em Sines não consegui disponibilidade de Ubber naquele momento, recorri ao Táxi Ricardo Silva, um senhor extremamente simpático do qual deixo o contacto: +351966017889 caso necessite.



O que precisas:

1
- Calçado e meias confortáveis, atenção que apesar de grande parte do percurso ser terreno arenoso, também vais apanhar solos duros e com pedras pontiagudas, logo calçado com solas baias e macia não são recomendáveis.
2 - Bastões de caminhada
3 - 1,5l de água por etapa realizada
4 - Protector solar
5 - Corta vento
6 - Mochila confortável e com o menor peso possível.
7 - Reforço alimentar onde deves incluir se possível 2 ou três barras energéticas por etapa)


Os GPX oficiais e individuais de cada etapa:

1
- S.Torpez - Porto Covo -10 km - fácil
2 - Porto Covo - Vila Nova de Milfontes - 20 km - média
3 - Vila Nova de Milfontes - Almograve - 15,5 km - média
4 - Almograve - Zambujeira do Mar - 22 km -média
5 - Zambujeira do Mar - Odeceixe - 18,5 km - média/alta
6 - Odeceixe - Aljezur - 19,5 - mádia/baixa
7 - Aljezur - Arrifana - 12 km - baixa
8 - Arrifana - Carrapateira - 24 km média/alta
9 - Carrapateira - Vila do Bispo - 21,5 km - média/alta
10 - Vila do Bispo - Sagres - 20,5 km - média/alta
11 - Sagres - Salema - 19.5 km - alta
12 - Salema - Luz - 12 km - média/alta
13 - Luz - Lagos - 11 km - média/baixa


O GPX do percurso todo


Em actualização....

Mapa do Percurso:
 

Anexos

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Última edição:

maar3amt

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1 - S.Torpez - Porto Covo

Começar a grande aventura do Trilho dos Pescadores em São Torpes, é fazer uma viagem no tempo: deixa-se para trás a civilização industrializada de Sines para entrar num Parque Natural que protege esta vasta costa com as suas praias, dunas e falésias que aqui ainda são miniaturas, mas que progressivamente se erguem à medida que caminhamos para sul.

Com esta etapa, a sul do Porto de Sines, inicia-se a Grande Rota do Trilho dos Pescadores. O complexo industrial de Sines começou a ser construído no início dos anos 70, causando uma profunda transformação da paisagem e da realidade socioeconómica desta região. Deixando para trás as indústrias, entramos no imenso Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, que acompanhará esta rota pedestre ao longo de cerca de 200 km, só terminando no Burgau, onde o Trilho dos Pescadores continua por mais 17 km até à cidade de Lagos. Caminhando na praia, na baixa-mar percebe-se que o fundo marinho é sobretudo rochoso.

A areia era bem mais abundante antes da construção do porto de Sines, que agora abriga a costa a sul do molhe, da acumulação de sedimentos vindos do norte. Este extenso recife rochoso, repleto de cavidades, é o substrato perfeito para uma fauna riquíssima: estrelas-do-mar, ouriços, anémonas, esponjas-do-mar, caranguejos, polvos, chocos, percebes e uma diversidade enorme de peixes. Na base da cadeia alimentar, as algas verdes, castanhas e vermelhas crescem numa água transparente, cheia de luz.

Uma das tradições destas terras e que possivelmente terá oportunidade de observar neste percurso, é a cura do polvo e da moreia, balançando ao sol como roupa a secar. Aprecie a arte de abrir os animais com pedaços de cana e de os expor ao sol para conseguir a secagem perfeita. Estas técnicas ancestrais terão nascido da necessidade de conservar o excesso de pesca nas épocas de maior fartura, assegurando alimento para as estações de míngua. O polvo seco é um petisco vendido nas feiras e mercados, assado em fogareiros a carvão, assim como o ouriço-do-mar cujas ovas se comem por altura da Páscoa. A moreia, abundante nas cavidades rochosas deste pedaço de costa, é um peixe muito original. Não tem forma de peixe (mas sim de cobra), não tem cor de peixe (é escura, sarapintada de amarelo, como uma salamandra) e não tem escamas! Pode ter 15 kg e mais de 1,5 m de comprimento. Aliando este tamanho a uma boca proeminente, que segrega um veneno hemolítico e está cheia de dentes enormes e pontiagudos, é fácil perceber que não é qualquer pescador que lhe deita a mão! As moreias passam o dia escondidas em buracos e saem à noite para capturarem peixes, crustáceos e cefalópodes no seu território. São predadores muito ferozes.


Onde dormir em Porto Covo?

MUTE Hostel - O MUTE Hostel está situado em Porto Covo e disponibiliza um restaurante, uma piscina exterior, um bar e um salão partilhado. Este hostel com um jardim fica perto de várias atrações notáveis: a cerca de 80 metros da Praia da Gaivota, a 90 metros da Praia do Banho e a 300 metros da Praia do Espingardeiro. O hotel providencia entretenimento nocturno e um multibanco.

Pé na Areia, Alojamento Local - O Pé na Areia, Alojamento Local apresenta acomodações com acesso Wi-Fi gratuito em Porto Covo, a 200 metros da Praia da Baía de Porto Covo e a 400 metros da Praia de Buizinhos. Com quartos familiares, esta propriedade também dispõe de um terraço. As acomodações providenciam uma cozinha partilhada e um salão partilhado.

Veja mais opções


Onde comer em Porto Covo?

Restaurante Zé Inácio
- Excelente em qualidade preço.

Em Porto Covo não terá dificuldade em escolher, o trilho leva-o a percorrer a principal rua da vila e onde estão concentrados 70% dos restaurantes disponíveis.

Mapa do Percurso:
 

Anexos

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maar3amt

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2 - Porto Covo - Vila Nova de Milfontes

Esta é a etapa das praias, em que irá caminhar ao longo dos extensos areais das praias da Ilha do Pessegueiro, Aivados e Malhão e ainda descobrir pequenas enseadas desertas que o irão surpreender. É no entanto um percurso cansativo, dada a sua extensão e o piso sempre de areia.

É absolutamente fantástica a diversidade de formas que as praias assumem apenas nesta etapa. Praias protegidas por rochas antigas, escuras, que resistem gloriosamente à erosão, formando falésias e ilhotas (a que os locais chamam palheirões). Praias como a dos Aivados, de calhaus rolados, arredondados pela erosão do mar. Praias em que as dunas fósseis descem até ao mar deixando-se trabalhar por ele em rendilhados surpreendentes, como na praia do Faquir ou do Farol. Praias de areia, em suave transição desde o cordão dunar, como o Malhão. Praias com bicas de água doce, vinda da serra por caminhos subterrâneos, justificando o nome de Milfontes.

A biodiversidade das dunas é notável, mostrando todo o seu esplendor de Março a Junho, com uma profusão de cores, aromas e formas absolutamente espantosa. Estas plantas têm adaptações perfeitas para este meio hostil, com um solo pobre, mais de seis meses sem água e ventos fortes e salgados. Mesmo plantas como o pinheiro, o alecrim ou a esteva, adquirem aqui formas diferentes e melhor adaptadas às condições severas. Algumas destas espécies são endémicas da costa sudoeste e não podem encontrar-se em mais nenhum local do mundo.



Onde dormir em Vila Nova de Milfontes?

Hotel HS Milfontes Beach - Duna Parque Group - Restaurante onde pernoitei com excelente relação qualidade/preço, além disso tem restaurante próprio em estilo Buffet bastante económico e não necessita de fazer desvio porque o hotel fica localizado na numa rua onde passa o percurso.

Selina Milfontes - O Selina Milfontes está situado em Vila Nova de Milfontes e disponibiliza um restaurante, um bar, um salão partilhado e um jardim. Algumas das comodidades desta propriedade englobam uma receção 24 horas, uma cozinha partilhada e acesso Wi-Fi gratuito em todas as áreas. O alojamento providencia entretenimento noturno e um balcão de turismo.

Ver mais opções


Onde comer em Vila Nova de Milfontes?

Restaurante do Hotel HS Milfontes Beach
- Como mencionei em cima é o restaurante do hotel onde fiquei alojado que tem refeições em regime buffet a um preço excepcional. Serve para hóspedes e não só. Recomendo que faça pré-reserva.

Paparoca Sandwicheira - Fica localizado junto ao percurso e serve pratos agradáveis e a um preço competitivo.

Mapa do Percurso:
 

Anexos

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3 - Vila Nova de Milfontes - Almograve


Neste dia vai lavar a alma com vistas deslumbrantes sobre Vila Nova de Milfontes e o rio Mira, que aqui tem o seu encontro com o Atlântico, num dia de caminhada curto e acessível para que possa desfrutar em pleno da região.

A passagem da ponte sobre o rio, em Vila Nova de Milfontes, permite contemplar a foz, a vila e as encostas cobertas de matos mediterrânicos. Estes produzem abundantes bagas, que atraem pássaros e pequenos mamíferos. Na maré vazia, contemple os sapais, nas curvas do rio, parcialmente emersos e cobertos de juncos, que funcionam como maternidades de peixes. De Março a Outubro, observe um dos mais belos espectáculos da natureza – o voo dos andorinhões. Quando chegam, começa a azáfama do acasalamento e construção do ninho; depois é um vai vem para alimentar as crias e no Outono, antes da partida, é tempo de as treinar para grandes voos.

Neste troço pode apreciar as marcas do ser humano neste litoral. Há sítios onde a vegetação nativa mostra toda a sua diversidade e outros onde ela foi eliminada pela planta exótica mais agressiva do Sw – a acácia. Esta invasora tem potencial para reduzir a biodiversidade das dunas praticamente a zero. Também a agricultura intensiva se estende por vezes até bem perto do mar. No entanto, pode apreciar outras marcas de presença humana bem mais pacatas, como a pesca artesanal, ou as fábricas de pedra lascada que afloram sob a areia das dunas, vestígios do homem da Idade da Pedra.



Onde dormir em Almograve?

Almograve Beach Hostel - O Almograve Beach Hostel dispõe de acomodações em Almograve. As comodidades desta propriedade incluem uma cozinha partilhada, um salão partilhado e acesso Wi-Fi gratuito em todas as áreas. Preços super acessíveis mas alojamento em regime de hostel em beliches em quarto partilhado.

Al Casa Paquito - Com um jardim e acesso Wi-Fi gratuito, a Al Casa Paquito está situada em Almograve. Há um terraço comum com vista para a montanha. A casa de hóspedes está equipada com uma máquina de café. Todos os quartos incluem um roupeiro.

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Onde comer em Almograve?

Sabores e Mar
- Refeições rápidas e económicas. Junto ao Trilho dos pescadores.

Mapa do Percurso:
 

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4 - Almograve - Zambujeira do Mar

Portinhos de pesca artesanais, dunas avermelhadas, o perfume dos pinhais e o espectáculo único no mundo das cegonhas que nidificam nas falésias, tornam esta caminhada num verdadeiro bálsamo para os sentidos.

As falésias altas e escarpadas deste troço, apesar de expostas ao vento salgado e teimoso do mar, são local de nidificação de mais de 20 espécies de aves! É o caso da gralha-de-nuca-cinzenta, do corvo-marinho-de-crista, do peneireiro, do pombo-das-rochas, da cegonha-branca, do falcão-peregrino e do rabirruivo-preto. Vale a pena permanecer em sossego e discretamente vigiando a falésia de cima, apreciar o voo destas aves, de forma especial durante a Primavera e junto ao Cabo Sardão.

Ao longo da costa encontra sinais de paleoclimas, ou seja, climas do passado que ficaram “escritos” nas rochas. Repare nas dunas consolidadas, ou seja, dunas antigas em que a areia já se tornou rocha. Elas formaram-se quando o mar estava mais de 100 metros abaixo do nível actual, o que significa que a praia estava a mais de 60 km de distância para oeste. Sobre estas dunas foi possível encontrar vestígios de patuscadas dos homens pré-históricos e conchas de animais típicos de climas muito frios, sinal das glaciações que ocorreram no passado. Mas também temos sinais de épocas de clima tropical ou quase. É o caso das areias e arenitos com impressionantes tons avermelhados, resultado da acumulação de óxidos de ferro.



Onde dormir na Zambujeira do Mar?

Breathe In - Alojamento onde pernoitei. Casa de alojamento local com todas as condições... proprietários muito atenciosos.
Localizado na Zambujeira do Mar, a 600 metros da Praia da Zambujeira do Mar, o Breathe In providencia quartos climatizados com acesso Wi-Fi gratuito. A propriedade está situada a 600 metros da Praia da Pedra da Bica, a menos de 1 km da Praia de Nossa Senhora e a 13 km do Cabo Sardão. A propriedade fica a 43 km da Ilha do Pessegueiro e a 7,1 km do recinto do MEO Sudoeste.

Hostel Nature - Opção mais económica. O Hostel Nature está localizado à beira-mar na Zambujeira do Mar, a 100 metros da Praia da Zambujeira do Mar e a 450 metros da Praia de Nossa Senhora. As comodidades disponíveis nesta propriedade incluem uma cozinha partilhada, um salão partilhado e acesso Wi-Fi gratuito em todas as áreas. O hostel disponibiliza quartos familiares.


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Onde comer na Zambujeira do Mar?

Restaurante Mariqueira Estrela do Mar -
Onde jantei. Restaurate modesto mas onde se comem pratos bem confeccionados e a preços acessíveis.

Restaurante Odessos - Não experiemtentei mas foi o primeiro que me recomendaram. Pratos a preços acessíveis.

Costa Alentejana - Segundo os locais o um dos melhores restaurantes da Zambujeira

Mapa do Percurso:
 

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5 - Zambujeira do Mar - Odeceixe

As praias dos Alteirinhos, Carvalhal, Machados e Amália abrem caminho até à Azenha do Mar, onde encontra um porto de pesca natural e para terminar, uma das mais impressionantes vistas de todo o território, a praia de Odeceixe vista da majestosa Ponta em Branco.

Repare nas formas das rochas mais antigas, escuras, que constituem as falésias. Quando elas se formaram, os estratos estavam numa perfeita posição horizontal. Agora apresentam dobras absolutamente espantosas, que surgem em manuais de Geologia e compêndios de Estratigrafia. Alguns estratos estão agora numa posição vertical, como paredes. É interessante imaginar as forças capazes de dobrar rochas como se elas fossem massa folhada! Bem mais pacata e recente foi a formação dos tubos de areia consolidada que surgem um pouco por todo o trilho.

Neste troço vai encontrar abundantes marcas de presença de mamíferos, sobretudo carnívoros, que vivem nestas dunas. Dificilmente observará os animais, uma vez que eles têm hábitos nocturnos e permanecem todo o dia nas tocas. Mas será possível observar indícios da sua presença – dejectos, pegadas, tocas ou restos das caçadas nocturnas. Neste troço existem: sacarrabos (localmente designado escalabardo), doninha, fuinha (também chamado papalvo), texugo, geneta e lontra. O coelho é outro mamífero que constrói, nas dunas mais estáveis deste troço, complexos sistemas de tocas. Reproduz-se por aqui tão abundantemente como reza a lenda e ainda bem que assim é, porque este mamífero é presa preferencial de 30 espécies de carnívoros!




Onde dormir em Odeceixe?

Sol Mar - Localizado em Odeceixe, a 17 km do Castelo de Aljezur, o Sol Mar apresenta acomodações com um bar, estacionamento privado gratuito, um salão partilhado e um terraço. A propriedade está situada a 31 km do Cabo Sardão, a 39 km do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina e a 43 km do Forte de São Clemente. O alojamento providencia serviço de quartos e acesso Wi-Fi gratuito em todas as áreas.

Sudoeste Guest House - O Sudoeste Guest House tem 4 quartos com casa de banho privativa, acesso Wi-Fi, televisão, pátio e cozinha partilhada. Também tem um apartamento T0 com um terraço e vista para o Rio Seixe e Montes de Odeceixe.


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Onde comer em Odeceixe?

A Tasca -
Pratos económico e fica localizado praticamente dentro do trilho. Também servem pequenos almoços.

Pizzaria Central - Servem pizas e snacks com rapidez e a um preço acessível. O desvio do trilho é de 20m.

Mapa do Percurso:
 

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6 - Odeceixe - Aljezur


Esta etapa leva-nos de volta à praia de Odeceixe, desta vez na margem Sul, já em terras dos Algarves, de onde partimos para mais uns belos quilómetros de trilhos de pescadores, atravessando depois campos de regadio e a charneca do litoral, a caminho de Aljezur.

Antes de partir da vila de Odeceixe, não se esqueça de visitar o moinho, um dos poucos que ainda está em funcionamento e pode ser visitado. Em seu redor, passadiços e bancos de madeira convidam à contemplação do casario da aldeia, da foz da ribeira de Seixe e dos matagais mediterrânicos das encostas viradas a sul – um regalo para os olhos!

As várzeas são os leitos de cheia da ribeira, onde, em dias de chuva intensa, a água que galga as margens vai depositando tudo o que é necessário para construir solos profundos e férteis. No resto do ano aproveitam-se as vantagens da inundação, ou seja, crescem culturas e pastagens vigorosas. Alguns destes leitos de cheia ainda estão no seu estado selvagem, ocupados por caniçais e juncais. Estes são ambientes muito ricos em aves, como a garça-real e a garça-branca.

Nos matos dunares são abundantes arbustos aromáticos como o zimbro, a perpétua-das-areias, o tomilho-canforado (endémico desta costa), o rosmaninho e o alecrim. Estas plantas, apesar de especialmente adaptadas ao ambiente árido dos topos das falésias, têm alguma dificuldade em lidar com a invasão de espécies exóticas como as acácias e o chorão-das-areias. Nos sítios mais húmidos, onde a água alcança quase a superfície, surgem os brejos cobertos de juncos, habitat do roedor mais ameaçado da Europa, o rato-de-cabrera.

Os campos agrícolas, dominantes neste percurso, fazem um harmonioso mosaico com pequenos bosquetes de pinhal, eucaliptal ou sobreiral, e ainda com os brejos (zonas húmidas) e as linhas de água. Completam este cenário os charcos temporários e as charcas agrícolas. Este mosaico alberga uma biodiversidade espantosa.

Na avifauna, destaque para as petinhas-dos-campos e dos-prados, a gralha-preta, a fuinha-dos-juncos, dos picanços, o pica-pau, o trigueirão, a trepadeira-azul, o pintarroxo, o chapim-de-poupa e a escrevedeira-de-garganta-preta. Escondidas nos bosquetes, as rapinas saem para caçar nos campos abertos. É o caso da águia-cobreira ou do peneireiro-cinzento.



Onde dormir em Aljezur?

Vicentina Hotel - Onde pernoitei. Atendimento super simpático e condições fantásticas. O hotel é 4* mas costuma ter promoções apetecíveis especialmente em épocas baixa de turismo. Desvia d trilho cerca de 400 m para cada lado.
Rodeado pelas colinas verdes de Aljezur, este hotel de 4 estrelas está localizado a 1 km do Castelo de Aljezur. Com acesso a uma piscina exterior, o hotel encontra-se no Parque Natural da Costa de São Vicente.

Amazigh Design Hostel - Sem dúvida uma das opções mais económica de Aljezur e fica bem junto ao trilho.


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Onde comer em Aljezur?

Pizzaria Vicentia -
Onde jantei. Pizaria modesta com staff super atencioso, pizzas de massa grossa mas muito saborosas, não consegui comer uma pizza média. Preços acessíveis.

Pont'a pé - Foi o restaurante que me foi recomendado, contudo por não ter reserva não haviam mesas disponíveis.

Mapa do Percurso:
 

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7 - Aljezur - Arrifana

Esta etapa entre Aljezur e a Arrifana, passa pela praia de Monte Clérigo e pela mítica Ponta da Atalaia. Numa terra onde se respira a força das lendas e o tempo da conquista de Portugal aos Mouros, esta caminhada é uma autêntica viagem no tempo.

No percurso pelo caminho de pé posto junto à costa, vale a pena deter a atenção na vegetação dunar, que inclui arbustos aromáticos (como o tomilho, a perpétua, o alecrim, a murta e o rosmaninho), plantas medicinais e comestíveis (como os espargos-bravos, a roselha, os maios, as camarinhas ou a carqueija) e plantas endémicas e raras (como Cistus palhinhae, Thymus camphoratus ou Linaria ficalhoana).

A natureza, nesta costa, proporcionou sempre recursos abundantes para o Homem. Por alguma razão existem vestígios humanos desde a Pré-História. O rol de ocupantes desta região é extenso e inclui fenícios, cartaginenses, romanos e árabes. Este percurso passa pelo Ribat da Arrifana, um convento-fortaleza islâmico, ocupado por monges guerreiros no século XII. Este é o único ribat conhecido em Portugal, classificado como Monumento Nacional. Foi fundado por Ibn Qasî, chefe político e guia espiritual do sufismo, via espiritual e mística do Islão. Foi um convento-fortaleza, dedicado à oração e vigilância da costa.

Um dos recursos ainda hoje primordiais desta costa são os perceves. Constituem um elemento da gastronomia obrigatório para quem visita a costa Sudoeste (excepto de Setembro a Dezembro, época do defeso). A costa rochosa e batida pelas ondas proporciona o habitat necessário para esta espécie. Os perceves vivem na faixa que fica a descoberto na maré vazia, nas marés mais vivas, em rochas que recebem a rebentação forte e directa, o que significa que ser apanhador de perceves (perceveiro) implica correr grandes riscos.



Onde dormir na Arrifana?

HI Arrifana Destination Hostel - Umadas opções mais baratas existentes na Arrifana contudo, também muito procurado, por isso recomendo que reserve com muito tempo de antecedência.

Casa dos Pinheiros - A Casa dos Pinheiros, uma propriedade com terraço, está localizada na Praia da Arrifana, a 250 metros da Praia da Arrifana. Com vistas para o mar e para a serra, este apartamento também oferece acesso Wi-Fi gratuito.


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Onde comer na Arrifana?

O Paulo -
O restaurante mais bem localizado da Arrifana e com mais requinte, pratos de peixe divinais e fresco. Panorâmica brutal sobre a Praia da Arrifana. Se o budget não é uma preocupação, recomendo...

Tasca d'Arrifana - Junto ao trilho e com preços acessíveis.

Mapa do Percurso:
 

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8 - Arrifana - Carrapateira

Nesta etapa, avistam-se falésias que chegam a atingir 100 m de altura, desvendando uma fascinante história geológica.

Os pequenos portos de pesca funcionam, desde tempos remotos, nos locais mais protegidos da costa, naturalmente abrigados de ventos norte e noroeste. Algumas das espécies mais pescadas nesta costa são a sardinha, a cavala, a corvina, o tamboril, a lagosta, a moreia, o safio, o polvo, o sargo, o robalo, o pargo, o carapau e o percebe.

Neste percurso, a falésia chega a atingir 100 metros de altura, exibindo estratos rochosos com dobras espectaculares. Quando se formou o supercontinente Pangeia, o choque entre continentes levantou, comprimiu, partiu e dobrou as rochas das margens continentais e os sedimentos depositados nos fundos oceânicos, formando montanhas com mais de 4000 m de altitude. As rochas actuais das falésias (xistos e grauvaques) resultaram desses gigantescos movimentos de compressão de estratos sedimentares, há mais de trezentos milhões de anos! O sustento das populações do litoral sudoeste de Portugal esteve desde sempre ligado ao mar e à terra, dura de trabalhar. Nos terrenos mais férteis e frescos, junto das ribeiras, cultivava-se milho, feijão, batata, tomate, fava e grãos. O sargaço (algas marinhas) era usado como fertilizante. Nas encostas, a flora riquíssima dava pasto para o gado e sustentava as abelhas, produtoras de um finíssimo e aromático mel.


Onde dormir na Carrapateira?

Casa do Sol - Onde pernoitei. Quarto modesto, sem televisão, aquecimento e água do duche pouco quente, o wi-fi não apanhava no quarto onde fiquei alojado. A limpeza estava excelente. Deverá encontrar melhor pelo mesmo preço.

Carrapateira Lodge - Situado na Carrapateira, a cerca de 1,2 km da Praia da Bordeira e a 1,5 km da Praia do Portinho do Forno, o Carrapateira Lodge dispõe de acomodações com um terraço e acesso Wi-Fi gratuito. A propriedade encontra-se a cerca de 1,6 km da Praia do Amado, a 2,1 km do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina e a 2,8 km do local de surf da Praia da Carrapateira. O alojamento providencia uma cozinha partilhada e um salão partilhado para os hóspedes.

Casa da Estela - Localizada na Carrapateira, a 1,2 km da Praia da Bordeira, a Casa Da Estela disponibiliza um terraço e vistas para a montanha. Algumas comodidades desta propriedade incluem uma receção 24 horas, uma cozinha partilhada e acesso Wi-Fi gratuito em todas as áreas. A casa de hóspedes dispõe de quartos familiares.



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Onde comer na Carrapateira?

Não existem muitas opções para comer na Carrapateira, especialmente se for jantar em época baixa.

Microbar Carrapateira - Único local disponível que encontrei mas, foi uma agradável surpresa o hamburger com batata frita e salada. Recomendo.

Mapa do Percurso:
 

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9 - Carrapateira - Vila do Bispo

Esta é das etapas do Trilho dos Pescadores que oferece as imagens mais deslumbrantes. Quando pensava que já tinha visto tudo, prepare-se para ser espantado com formações rochosas incríveis e praias do outro mundo: Amado, Murração e Manteiga são três autênticas jóias da natureza com que o caminhante é presenteado.

Quando este percurso chega à costa, e na confluência com o caminho que leva ao Porto de Pesca do Forno, vale a pena espreitar o povoado islâmico da Ponta do Castelo. Datado dos séculos XII-XIII, o povoado teria pelos menos 15 habitações, um terraço para secagem de peixe e três fornos de cozer pão. Seria usado apenas nas estações do ano de clima mais ameno. A localização em sítio tão exposto ao vento e humidade do mar sugere ainda uma função de observatório, talvez para a caça à baleia. As baleias foram abundantes no mar do Algarve, havendo registos de capturas pelo menos até ao séc. XIV.

Nas escavações arqueológicas deste povoado encontraram-se restos de cerâmica, anzóis, arpão, pesos de rede e restos de fauna marinha, incluindo um osso de baleia.

O planalto que leva o caminhante até Vila do Bispo é sulcado por profundos vales, escavados no xisto pelas linhas de água. Uma delas, o Barranco da Pena Furada, desagua numa pequena e encantadora praia, com o mesmo nome. Trata-se de um pequeno areal, numa enseada virada a noroeste, com interessantes formas esculpidas nas rochas pela erosão marinha.

A abundância de caça e de peixes e mariscos atraiu as populações humanas para esta faixa costeira desde a pré-história. A sul do Barrando da Pena Furada, o trilho passa por uma estação arqueológica, actualmente sem vestígios à superfície, mas onde foram encontrados artefactos de pedra pertencentes ao paleolítico. Corresponderiam a acampamentos temporários, ocupados nas estações de clima mais ameno. Durante a Primavera, sinta os odores, contemple o festim dos insectos polinizadores e esteja atento a algumas plantas raras e endémicas desta costa: Biscutella vicentina, Diplotaxis vicentina, Hyacinthoides vicentina, Herniaria algarvica, Cistus palhinhae, Teucrium vicentinum, Thymus camphoratus ou Linaria algarviana.

Nos barrancos é comum escutar o rouxinol-comum e o rouxinol-bravo. Nas falésias nidificam, entre outras aves, a cegonha-branca, a gralha-de-nuca-cinzenta, o pombo-das-rochas e o rabirruivo-preto. No planalto observam-se perdizes, peneireiros, pintarroxos e picanços.



Onde dormir em Vila do Bispo?

Casa Mestre - Com um salão partilhado, um jardim, comodidades para churrascos e acesso Wi-Fi gratuito, a Casa Mestre está situada em Vila do Bispo, a 3,7 km do local de surf da Praia do Castelejo e do local de surf da Praia da Cordoama. O alojamento providencia uma receção 24 horas, uma cozinha partilhada e depósito de bagagens.

Cantinho da Avó - Localizado em Vila do Bispo, a 4,1 km do local de surf da Praia do Castelejo, o Cantinho da Avó disponibiliza acomodações com um salão partilhado, acesso Wi-Fi gratuito e uma cozinha partilhada.

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Onde comer em Vila do Bispo?

A Tasca do Careca
- Junto ao trilho e provavelmente dos locais mais económicos para almoçar em Vila do Bispo.

Aki no Pôr do Sol - També junto ao trilho e também bastante económico.

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10- Vila do Bispo - Sagres

Este trilho aproxima-nos da cultura, da geologia e da biodiversidade deste extremo sudoeste da Europa, sítio único e tão especial.

O litoral de Sagres e Cabo de São Vicente tem uma situação única, em termos de clima, solo calcário e proximidade do mar, classificado como Reserva Biogenética de Sagres, em 1988. Reúne espécies endémicas, que ocorrem exclusivamente naquele local e em geral na costa sudoeste de Portugal, como Biscutella vicentina, Diplotaxis vicentina, Hyacinthoides vicentina, Herniaria algarvica, Cistus palhinhae, Teucrium vicentinum, Thymus camphoratus, Linaria algarviana, Bellevalia hackelii e Silene rothmaleri (endémica da Reserva).

A peculiar formação rochosa da Praia do Telheiro é um património geológico precioso para investigação. É preciso descer a esta praia para se observar este geomonumento. No topo da falésia observam-se praias levantadas, ou seja, vestígios da erosão pelo mar quando este se encontrava a um nível bem mais elevado. Por baixo destes depósitos estão os grés de Silves, de uma fantástica cor avermelhada, com mais de 200 milhões de anos. Finalmente, na base da falésia, encontram-se xistos e grauvaques com mais de 300 milhões de anos, muito partidos e dobrados, “raiz” de uma cadeia montanhosa antiga, já arrasada pela erosão.

Sagres é tão somente o melhor lugar da Europa para a observação de aves marinhas em migração, como a cagarra, o alcatraz, o moleiro, o garajau e a gaivina. Sobretudo com mau tempo, podem ser observadas a partir de terra. Pelo contrário, com bom tempo, são os golfinhos que se tornam mais facilmente avistáveis. Em Outubro, aproveite o famoso festival de birdwatching de Sagres. Para além de lugar de passagem de aves migratórias, Sagres é residência de uma população isolada de gralha-de-bico-vermelho (Phyrrocorax phyrrocorax), que nidifica nas escarpas e se alimenta nos campos de pastagem.

Sagres significa “sagrado” e, durante três milénios, este foi um dos limites do mundo conhecido, no extremo sudoeste da Europa. Para os povos que navegavam desde o Mediterrâneo (fenícios, gregos, cartagineses, romanos e árabes), o Cabo de São Vicente era a fronteira para o mare incognitum e era conhecido como o Finis Terrae, ou seja, o Fim do Mundo. Reza a lenda que as relíquias de S. Vicente, mártir cristão, terão ali chegado no século VIII, à deriva numa barca guardada por dois corvos. O culto de São Vicente tornou-se tão importante que D. Afonso Henriques, após a tomada de Lisboa aos Mouros, mandou recolher as relíquias e trasladá-las para Lisboa, passando S. Vicente a ser o padroeiro da cidade.



Onde dormir em Sagres?

Tonel Apartamentos Turisticos - Situados apenas a 50 metros da Praia do Tonel, os Apartamentos Turísticos oferecem acesso Wi-Fi gratuito e acomodações luminosas, com vistas do Oceano Atlântico. A Ponta de Sagres encontra-se a 8 minutos a pé.

Sagres Relax Studios - O Sagres Relax Studios está situado na Reserva Natural da Costa Oeste e Costa Vicentina, a 50 metros da Praia do Tonel. Esta propriedade dispõe de 2 estúdios auto-suficientes.


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Onde comer em Sagres?

A Sagres -
Comidas tradicionais a preços muito acessíveis. Junto ao trilho.

Restaurante Talizé - Refeições económicas.

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